As grandes navegações
No final da Idade Média, o mundo que os
europeus conheciam resumia-se ao Oriente Médio, ao norte da África e às Índias,
nome genérico pelo qual designavam o Extremo Oriente, isto é, leste da Ásia.
Grande parte dos europeus conhecia
apenas o Extremo oriente por meio de relatos; como o do viajante veneziano
Marco Pólo, que partiu de sua cidade em 1271, acompanhando seu pai e seu
tio em uma viagem àquela região.
A América e a Oceania eram totalmente
desconhecidas pelos europeus.
Mesmo as informações de que os europeus
dispunham sobre muitas das regiões conhecidas eram imprecisas e estavam
repletas de elementos fantasiosos.
Durante os séculos XV e XVI,
exploradores europeus, mas principalmente portugueses e espanhóis, começaram a
aventurar-se pelo “mar desconhecido”, isto é, pelo oceano Atlântico e também
pelo Pacífico e Índico dando início à chamada Era das Navegações e
Descobrimentos Marítimos.
E eis que surgem as caravelas. Vejam as produções dos alunos dos 5º ano 1 e 3 da Escola Núcleo Número Um.
Bernardo Frey
Izaías Lima Leite Junior
Breno Ledur
Bruno Foltz
Dayan Kolln
Erique Schmitz
Gabriel Jahnel
Gabrieli Bauermann
Guilherme Jahnel
Gustavo Klauss
João Linhares
Kauany
Larissa Dumke
Lorenzo Vacarin
Luiza Henicka
Luiza Jahnel
Matheus Benedix
Murilo Raatz
Nicoly Brutcher
Stéphany Martins
Victor Muller
No século XV, os países europeus que
quisessem comprar especiarias (pimenta, açafrão, gengibre, canela e outros
temperos), tinham que recorrer aos comerciantes de Veneza ou Gênova, que
possuíam o monopólio destes produtos. Com acesso aos mercados orientais - Índia
era o principal - os burgueses italianos cobravam preços exorbitantes pelas
especiarias do oriente. O canal de comunicação e transporte de mercadorias
vindas do oriente era o Mar Mediterrâneo, dominado pelos italianos. Encontrar
um novo caminho para as Índias era uma tarefa difícil, porém muito desejada.
Portugal e Espanha desejavam muito ter acesso direto às fontes orientais, para
poderem também lucrar com este interessante comércio.
Um outro fator importante, que
estimulou as navegações nesta época, era a necessidade dos europeus de
conquistarem novas terras. Eles queriam isso para poder obter matérias-primas,
metais preciosos e produtos não encontrados na Europa. Até mesmo a Igreja
Católica estava interessada neste empreendimento, pois, significaria novos
fiéis.
Os reis também estavam interessados,
tanto que financiaram grande parte dos empreendimentos marítimos, pois com o
aumento do comércio, poderiam também aumentar a arrecadação de impostos para os
seus reinos. Mais dinheiro significaria mais poder para os reis absolutistas da
época.
Matheus Benedix
Pioneirismo português
Portugal foi o pioneiro nas navegações
dos séculos XV e XVI devido a uma série de condições encontradas neste país
ibérico. A grande experiência em navegações, principalmente da pesca de
bacalhau, ajudou muito Portugal. As caravelas, principal meio de transporte
marítimo e comercial do período, eram desenvolvidas com qualidade superior à de
outras nações. Portugal contou com uma quantidade significativa de
investimentos de capital vindos da burguesia e também da nobreza, interessadas
nos lucros que este negócio poderia gerar. Neste país também houve a
preocupação com os estudos náuticos, pois os portugueses chegaram a criar até
mesmo uma centro de estudos: A Escola de Sagres.
Navegar nos séculos XV e XVI era uma tarefa muito arriscada,
principalmente quando se tratava de mares desconhecidos.
Era muito comum o medo gerado pela falta de conhecimento e pela
imaginação da época. Muitos acreditavam que o mar pudesse ser habitado por
monstros, enquanto outros tinham uma visão da terra como algo plano e,
portanto, ao navegar para o "fim" a caravela poderia cair num grande
abismo.
Dentro deste contexto, planejar a viagem era de extrema
importância. Os europeus contavam com alguns instrumentos de navegação como,
por exemplo: a bússola, o astrolábio e a balestilha. Estes dois últimos
utilizavam a localização dos astros como pontos de referência.
Navegações portuguesas e os descobrimentos
No ano de 1498, Portugal realiza uma das mais importantes
navegações: é a chegada das caravelas, comandadas por Vasco da Gama às Índias.
Navegando ao redor do continente africano, Vasco da Gama chegou à Calicute e
pôde desfrutar de todos os benefícios do comércio direto com o oriente. Ao
retornar para Portugal, as caravelas portuguesas, carregadas de especiarias,
renderam lucros fabulosos aos lusitanos.
Outro importante feito foi a chegada das caravelas de Cabral ao
litoral brasileiro, em abril de 1500. Após fazer um reconhecimento da terra
"descoberta", Cabral continuou o percurso em direção às Índias.
Em função destes acontecimentos, Portugal tornou-se a principal potência econômica da época.
Em função destes acontecimentos, Portugal tornou-se a principal potência econômica da época.


























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