A educação deve ser pensada não através de suas diversas disciplinas (gavetas), mas, principalmente, como meio de promover a própria vida; para afirmar isso cabe aqui uma fala de Saltini que nos diz: “As escolas deveriam entender mais de seres humanos e de amor do que de conteúdos e técnicas educativas” ( SALTINI, 1999, p. 65).
Dentro da sala de aula há situações significativas, nas quais nós professores podemos atuar tanto beneficamente quanto, agravando condições emocionais problemáticas dos alunos. Os alunos podem trazer consigo um conjunto de situações emocionais intrínsecas ou extrínsecas.
Vemos cada vez mais crianças com problemas familiares, com conflitos intermos, problemas de relacionamento, hiperatividade...e temos que ter um bom preparo e bom senso pois estes são o elemento chave para que essas questões possam ser melhor abordadas. Reporto-me para as palavras de Freire que assim nos diz:
O bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua sala é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dúvidas, suas incertezas. (FREIRE, 1996, p.96).
Como sabemos a escola é um universo de possibilidades pessoais e existenciais que requerem do professor uma boa dose de bom senso, cabe ao professor ter conhecimento para perceber se há algum transtorno emocional que possa prejudicar o desenvolvimento cognitivo da criança. O professor deve enfim ter sabedoria e sensibilidade para se constituir consolo para os corações e mentes conturbados.Sejamos pois bálsamo para acalentar o coração das crianças e produzir seres pensantes e ativos.